A Lei 8.245/91, conhecida como Lei do Inquilinato, figura como um dos principais dispositivos legais sobre a relação de inquilinos e proprietários de imóveis comerciais. Embora criada em 1991, a legislação passa por atualizações com certa frequência para se adequar aos direitos e deveres de ambas as partes.
Neste conteúdo, você entenderá como funciona a legislação, quais são suas regras e os direitos e deveres dos envolvidos. Por isso, continue a leitura se quiser saber mais.
O que é a Lei do Inquilinato e para que serve?
Essa lei aprovada em outubro de 1991 é a norma utilizada para regulamentação dos contratos de locação de imóveis residenciais e comerciais no Brasil. Por meio dela, são estabelecidos os direitos e deveres das partes envolvidas em um contrato de aluguel, ou seja, do proprietário e do inquilino.
A Lei do Inquilinato tem como objetivo garantir que essa relação seja assegurada judicialmente, prevenindo conflitos e estabelecendo regras claras para a locação. Sendo assim, prazos, valores, reajustes e outros detalhes importantes para os trâmites de aluguel, são todos previstos pela legislação.
No caso de imóveis comerciais, a legislação se faz ainda mais necessária para resguardar a propriedade e prevenir possíveis conflitos.
Entenda como funciona a legislação
Como você deve ter percebido, a Lei 8.245/91 funciona como uma garantia para locador e locatário, de modo a evitar abusos e conflitos dos dois lados.
A Lei do Inquilinato é o principal instrumento de regulamentação de aluguel para espaços comerciais e seu papel é determinar:
- tipo de locação, aplicável a imóveis residenciais, comerciais e por temporada;
- contratos de locação;
- direitos do inquilino e do proprietário;
- meios de encerramento da locação;
- despejo e inadimplência.
Sua aplicação é permitida em diferentes tipos de contratos de locação de imóveis, mas, em alguns casos específicos, ela não tem validade. Imóveis que são propriedade da União, dos Estados e Municípios, por exemplo, não se adequam.
Direitos e deveres do inquilino
Para que haja uma relação equilibrada entre locador e locatário, a Lei do Inquilinato define direitos e deveres para ambas as partes. Isso garante a segurança no contrato de aluguel e evita conflitos que podem surgir dessa relação.
Sendo assim, o inquilino tem o direito de utilizar o imóvel comercial conforme o que foi estabelecido em contrato. No caso, ele deve manter o mesmo em boas condições, por exemplo. Além desse direito, ele também pode se beneficiar de:
- reajuste no aluguel de forma transparente;
- rescisão antecipada;
- preferência na compra, caso o locador decida vendê-lo;
- proteção contra despejo indevido.
Para garantir esses direitos, alguns deveres são estabelecidos pela legislação, como o pagamento do aluguel e encargos, algo básico nesta relação. Além disso, também está relacionado como dever do inquilino:
- o uso adequado e conservação do imóvel locado;
- comunicar o locador com antecedência caso deseje desocupar o imóvel antes do prazo de locação;
- devolver o imóvel nas mesmas condições que foi recebido;
- permitir vistorias previamente agendadas e respeitando sua privacidade;
- não sublocar o imóvel sem permissão do proprietário.
Em resumo, a Lei do Inquilinato garante que o inquilino tenha direito ao uso seguro e tranquilo do imóvel, através de seus direitos e deveres. Estes devem ser garantidos pelo proprietário através do contrato de locação.
Com ambas as partes cumprindo seu papel, é estabelecida uma relação justa, transparente e sem conflitos por todo o contrato.
E se algo não for cumprido?
Esse é o papel da Lei do Inquilinato, garantir a segurança e direitos em um contrato de aluguel, sobretudo para o locatário. Caso algo que é um direito seu nessa relação, não seja cumprido, você tem o respaldo da legislação para isso.
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